CREATINA: MUITO ALÉM DO MÚSCULO E DO ESPORTE



A creatina é muito utilizada no meio esportivo, por proporcionar aumento de força e massa muscular e por melhorar o desempenho esportivo. Entretanto, os benefícios do seu consumo podem ir muito além dessa área, podendo influenciar também a saúde do indivíduo.


Fígado, rim e pâncreas são os órgãos responsáveis por sintetizar de forma natural a creatina, entretanto a mesma também pode ser obtida através de suplementos ou do consumo de carnes e peixes. Além de estar presente na musculatura esquelética como amplamente é divulgado, a creatina também pode funcionar como um agente neuroprotetor e imunomodulador.


Ação da creatina na neuroproteção


O sistema nervoso central apresenta altos níveis de creatina, o que pode justificar seu efeito neuroprotetor. A morte neuronal é desencadeada por uma excitotoxicidade, ou seja, a estimulação excessiva dos neurotransmissores é a causa do dano e morte das células nervosas. Essa estimulação excessiva ocorre pelo influxo de cálcio na célula e causa dano à mitocôndria. Nessa situação, a suplementação de creatina pode ser capaz de inibir a transição da permeabilidade mitocondrial, inibindo assim esse influxo de cálcio e consequentemente a morte celular.


Dessa maneira, a creatina confere proteção na lesão cerebral traumática, esclerose lateral amiotrófica, doença de Parkinson e na isquemia cerebral.


Creatina como antioxidante


A creatina apresenta-se como um potencial agente anti-inflamatório e antioxidante, reduzindo significativamente os radicais livres e protegendo o DNA contra os danos causados por essas moléculas. Esse fator anti-inflamatório é observado em células epiteliais pulmonares, em que a creatina reduz os níveis de citocinas pró-inflamatórias e assim o desenvolvimento de lesões pulmonares.


Dessa mesma forma a creatina desenvolve seu papel imunoprotetor, modulando a resposta imunológica através da redução de citocinas pró-inflamatórias, como IL-6, e pela diminuição de receptores e moléculas de adesão que agem negativamente durante a defesa imunológica.


Para um estudo mais aprofundado sobre o tema, segue sugestões de leitura:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4915971/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6769464/

https://link.springer.com/article/10.1007/s00726-016-2188-1

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