A alimentação influencia na fertilidade feminina?

Você certamente sabe que a sua alimentação influencia diretamente o seu estado de saúde, não é mesmo? E você sabe que a sua capacidade de engravidar também está relacionada com o tipo de alimentação que você consome?



Alimentos mais naturais, como frutas, verduras, oleaginosas, queijos e peixes, com quantidade adequada de antioxidantes (vitaminas A, C, E e carotenóides) e outros nutrientes melhoram a saúde reprodutiva da mulher, aumentando as chances de engravidar e reduzindo os riscos de complicações gestacionais.


O consumo adequado de vitaminas do complexo B, especialmente o ácido fólico (B9) e a cobalamina (B12), pode melhorar a fertilidade e aumentar as chances de sucesso em fertilizações artificiais. São fontes de vitamina B9: lentilha, quiabo, feijão-preto, amendoim. Já a cobalamina é encontrada naturalmente em produtos de origem animal (carne bovina, leite e ovos, por exemplo), mas se você for vegana é possível utilizar suplementos B12 de origem vegetal.

Alimentos ricos em ômega-3, tais como atum, sardinha e salmão, têm apresentado efeitos potencialmente benéficos para a fecundidade da mulher.


Já uma dieta pobre em antioxidantes prejudica a fertilidade, pois favorece o acúmulo de radicais livres. Esses radicais livres são produzidos a partir do metabolismo normal do organismo e, em condições fisiológicas, são neutralizados pelos antioxidantes. Quando isso não ocorre, os radicais livres atacam a membrana celular e impedem a maturação do óvulo e a fixação ou o desenvolvimento do embrião e provocam danos irreversíveis ao DNA.


O consumo de alimentos ricos em açúcares e farinhas refinadas favorece a resistência à insulina, que está associada à infertilidade, e por isso deve ser evitada.

De maneira isolada, soja e derivados do leite não exercem influências negativas nem positivas na fertilidade feminina. Assim, o consumo desses alimentos deve ser evitado apenas pelas mulheres com alergia ou intolerância.


O excesso de peso, provocado por um padrão alimentar inadequado, gera uma inflamação crônica no organismo, que prejudica a ovulação e dificulta o desenvolvimento da gestação. A perda de peso aumenta as chances de gravidez espontânea e ainda reduz os riscos de aborto espontâneo. Entretanto, essa perda de peso deve ser acompanhada por um profissional capacitado para evitar deficiências nutricionais que podem prejudicar ainda mais a fertilidade da mulher.


Caso queira entender um pouco mais sobre o assunto, sugiro que leia esses estudos:

Gambineri, Alessandra et al. Female infertility: which role for obesity? International journal of obesity supplements. vol. 9,1 (2019): 65-72. doi:10.1038/s41367-019-0009-1


Gaskins A. J.; Chavarro, J. E. Diet and fertility: a review. Am J Obstet Gynecol. 2018 Apr;218(4):379-389.


Fontana, R.; Torre, S. D. The Deep Correlation between Energy Metabolism and Reproduction: A View on the Effects of Nutrition for Women Fertility. Nutrients. 8, no. 2. 2016.

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